domingo, 16 de dezembro de 2018

Em que língua devemos falar sobre jogos de tabuleiro – Opinião por Micael Sousa

Escrever ou falar em inglês aqui no blogue e no canal de Youtube foi algo que já ponderei. O meu inglês não é nada de espetacular, mas com treino e um guião previamente feito a coisa fazia-se. Mas depois será que os conteúdos seriam tão naturais e espontâneos? Penso que não seriam, e que se perderia imenso.  Aqui no Jogos no Tabuleiro percebemos que nos divertíamos mais e que os conteúdos eram mais relevantes se fossem quase de improviso, ainda que os textos tenham sempre uma componente de reflexão e certos vídeos obrigam a planear e burilar a ideia. Não que fique espetacular, mas para ficar, pelo menos, percetível.


Mas estamos imensamente condicionados, caso quiséssemos levar isto mais a sério. O público português é muito reduzido, e nem sempre conseguimos chegar ao espaço brasileiro. Isto tem imensos impactos nas visualizações dos conteúdos. Crescemos, mas muito lentamente. O nosso objetivo não é crescer à bruta, nem transformar isto numa fonte de receitas, embora se aprecie sempre a interação que as pessoas que nos acompanham. 

Por outro lado, há uma espécie de missão nesta opção de usar a língua portuguesa. Existe uma tendência de quem participa ativamente neste hobby em o divulgar e querer captar mais público. É normal, e algo que destaca esta atividade/passatempo das demais. Queremos partilhar o que achamos ser bom, também porque os jogos são sociais e queremos ter com quem jogar e falar sobre estes assuntos. É tudo muito orgânico. 

No entanto também me questiono: se será que realmente estes esforços individuas de criação de conteúdos estão a chegar realmente a novos públicos. Claro que fazemos isto, tal como todos os demais criadores de conteúdos em Portugal – porque dificilmente seria de outra forma -, porque gostamos do que fazemos, e principalmente porque nos diverte. Embora exista sempre o desejo de querer reconhecimento pelo que se faz, algo que faz parte da condição humana, esta vaidade e necessidade egoísta. 

Este pequeno texto tem o objetivo de refletir sobre o tema e de tentar perceber até que ponto vale a pena continuar fazer estas coisas na nossa língua. Valerá a pena?

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