sexta-feira, 1 de abril de 2016

Quando parar de comprar jogos? - Opinião por Micael Sousa

Em mais um texto de opinião abordo um tema que deve ser familiar a muitos dos aficionados deste hobbie dos jogos de tabuleiro. A partir do momento em que se começa a entrar neste mundo as solicitações e vontade de comprar jogos cresce exponencialmente. Parece que nunca temos o número suficiente e/ou na devida diversidade. Se pensamos de início que meia dúzia de jogos chegam, depois percebe-se que não é bem assim.
 
Fonte da Imagem: Jeux Descartes em Lyon
 
Quando era miúdo o Risco e um Monopólio chegavam. Claro que tinham de chegar, pois não se conhecia mais nada melhor. Depois o Magic: The Gathering, por ser um trading card game, incentivava gastar verdadeiras fortunas. Mas quando me deparei com o Catan e Carcassonne pensei que ali estava então uma solução de jogos de tabuleiro que dispensava os custos brutais do Magic. Estava enganado. Quando fui à primeira Leiriacon percebi que havia um mundo de jogos imenso por experimentar e que todos os anos saiam coisas novas, muitas coisas mesmo. Uma coisa leva a outro e começamos a ver sites da especialidade, vídeos de reviews e exemplificação de jogos. Pessoalmente, até quando se vai ao estrangeiro as lojas de jogos de tabuleiro parecem destacar-se das demais. Começamos a ver jogos em todo o lado, cada vez mais interessantes e que alimentam um consumismo que se pode tornar insustentável.

É que isto dos jogos custa dinheiro e ocupa espaço. Um jogo custa entre os 30€ e os 40€ em média. Não é preciso muito esforço para rapidamente acumular dezenas deles. Podemos nem ter tempo para os jogar, mas vamos querer ter sempre mais e mais, pois queremos ter aquele tema diferente, aquela mecânica nova, o jogo para o grupo x ou y, vários que funcionem para determinado número de pessoas em particular, aqueles para queimarmos uma tarde inteira e nos sentirmos realizados, os que nos fazem rir, os que nos queimam o cérebro, os que servem para introduzir pessoas novas no hobbie, aqueles que jogamos quando temos apenas alguns minutos disponíveis, os que usamos para reforçar relações sociais, aqueles que são da autoria dos nossos designers preferidos (incluindo amigos).

Há quem diga que não devemos ter mais de 100 jogos. Outros dizem 50. Há sempre a possibilidade de vender e trocar se tivermos em excesso…

Sinceramente não sei a resposta para qual o número certo a ter de jogos, mas algum dia terei de chegar a essa conclusão. O dinheiro e o espaço são limitados. Para já interessa-me ter diversidade e oferta na minha coleção de jogos para as determinadas funções e para o tipo de experiência de jogo que quero ter à mesa.

Então e vocês? Quando acham que se deve parar de comprar jogos de tabuleiro, qual o limite, qual o critério a definir para a nossa própria coleção?
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