sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sid Meier's Civilization - Análise por Edgar Bernardo

 
Este jogo é baseada na já longa série de títulos de jogos de computador iniciada em 1991, e quase 20 anos depois, e graças ao sucesso da sua versão número 5 (V) para PC, nasceu esta versão de tabuleiro.

O grafismo é claramente inspirada no seu primo computorizado, as peças têm grande qualidade, com excessão para as figuras plásticas que representam os exércitos e colonos. De facto são muitas peças, mesmo, mas salvo as que menciono, todas de excelente qualidade.

De que trata o jogo? Sem esconder o que quer que seja, somos uma civilização que tenta superar as demais. Não tentamos ser os melhores mercadores do mediterrâneo nem a última civilização de pé, mas podemos vencer economicamente, belicamente, assim como, culturalmente e tecnologicamente.
Joguei ao longo dos anos inúmeras horas de "Civ" e há que fazer menção a algumas falhas que o jogo têm. Desde logo as regras podiam ser um pouco mais claras, e as condições de vitória mais equilibradas. Nunca vi ninguém vencer por via da cultura, é extramente difícil e é necessário que estejam todos a dormir para se conseguir

O factor sono também é de mencionar. Este jogo a 4, o número mais equilibrado, pode demorar muito mais tempo do que o referencial do manual. Faltam mais oportunidades para os jogadores agirem em simultâneo.

De resto adoro este jogo. Do grafismo, à tecnologia e exploração sentimos de facto que estamos a construir algo. E não é apenas o jogador mais calculista que vence. Os combates têm ligeira aleatoriedade que pode ser contornada.

Aleatoriedade também nos recursos que capturamos ao "nativos" espalhados pelo mata, embora existam a meu ver poucos (ou de mais) recursos de urânio. Este nas mãos do jogador com a tecnologia certa pode mudar o sentido do jogo totalmente.

Que mais... podemos negociar com os outros quase tudo, tecnologia, recursos, dinheiro, unidades, vale tudo, e como tal, a interação é enorme se quisermos, caso contrário interagem eles connosco para nosso prejuízo com as cartas de eventos culturais.

Já existem duas expansões para este jogo as quais acrescentam, sobretudo, civilizações, mas nunca senti verdadeira necessidade de as adquirir, o jogo tem imensa replicabilidade, e na verdade, sejamos honestos, jogos que durem tanto tempo não chegam à mesa com tanta frequência.

Recomendo vivamente para quem gosta de edificar, construir, explorar, atacar e até sacanear adversários. Excelente para jogadores experientes ou entusiastas do tema. Para os demais também excelente, sugiro que joguem é 1 para 1 até se sentirem confortáveis com as mecânicas do jogo!
 
 
Jogo: Sid Meier's Civilization
Ano: 2010
Avaliador: Edgar Bernardo
Tipo: Estratégia
Tema: Civilizações
Preparação: 25 minutos
Duração: 180 minutos
Nº de Jogadores: 2 - 4
Nº Ideal de jogadores: 4
Dimensão: Grande
Preço médio: 50€
Idade: 13+

Qualidade dos Componentes: 9
Dimensão dos Componentes: 8
Instruções/Regras: 7
Aleatoriedade: 7
Replicabilidade: 9
Pertinência do Tema: 10
Coerência do Tema: 9
Ordem: 10
Mecânicas: 8
Grafismo/Iconografia: 9
Interesse/Diversão: 9
Interação: 9
Tempo de Espera: 5
Opções/turno: 7
Área de jogo: 7
Dependência de Texto: 6
Curva de Aprendizagem: 6

Pontuação: 7,81


Jogadores experientes
 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Jaipur - Análise por Micael Sousa

 
Conheci este jogo quando procurava algo que pudesse ser simples, fácil e rápido para dois jogadores, mas tendo alguma estratégia e gestão envolvida. Na verdade este pequeno jogo tem tudo isso, embora não passe de um pequeno jogo em todos os sentidos.

Em Jaipur dois comerciantes da região de Jaipur competem pelos melhores negócios do mercado local. Trata-se de um “card game” em que se obtém pontos de pelas combinações de produtos de venda. A venda faz-se através de conjuntos de cartas iguais, que representam produtos comerciáveis, que vamos biscando à vez da oferta disponível a cada ronda. Nisto entram também camelos como recurso especial. Basicamente é um jogo de gestão de mão ou “hand management”.

Há algum fator sorte nas cartas que vão saindo, mas é minimamente controlável pois existem sempre várias opções a fazer. O tema não é muito vincado, sendo a mecânica de jogo quase independente dele. Pode ser viciante, pois é rápido e fica aquela vontade, especialmente para quem perde, de fazer mais um para tentar ganhar.

Recomendo como “filler” ou para quem queira um jogo para dois jogadores, rápido e com q.b. de densidade estratégica/gestão.
 
Jogo: Jaipur
Ano: 2009
Avaliador: Micael Sousa.
Tipo: Cartas
Tema: Comércio
Preparação: 3 minutos
Duração: 10 minutos
Nº de Jogadores: 2
Nº Ideal de jogadores: 2
Dimensão: Pequeno
Preço médio: 20€
Idade: 12+

Qualidade dos Componentes: 7
Dimensão dos Componentes: 8
Instruções/Regras: 10
Aleatoriedade: 7
Replicabilidade: 8
Pertinência do Tema: 6
Coerência do Tema: 6
Ordem: 5
Mecânicas: 7
Grafismo/Iconografia: 9
Interesse/Diversão: 9
Interação: 6
Tempo de Espera: 9
Opções/turno: 7
Área de jogo: 9
Dependência de Texto: 10
Curva de Aprendizagem: 7

Pontuação: 7,67
Para jogos rápidos a 2 jogadores
 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Maria - Análise por Edgar Bernardo

Um mapa, três jogadores, muita estratégia. Neste jogo temos a opção de jogar uma de três fações: a austríaca, a francesa, e a prussiana/holandesa. É certo que podemos jogar a versão a dois jogadores, mas seria como futsal num relvado de 11... não funciona! O carisma deste jogo reside precisamente no duplo posicionamento da terceira fação. Este jogador é adversário e aliado dos outros dois jogadores consoante a nação com que joga. Até onde vão as nossas capacidades diplomáticas de controlar a França sem que a Áustria resista demasiado?!

Parte da delicia desta experiência centra-se nas pequenas coisas como a qualidade gráfica do tabuleiro, a simplicidade das peças, da mecânica das zonas por naipes e nas cartas e eventos que ocorrem todos os turnos. O único senão é o facto dos combates serem decididos apenas pelas cartas que vamos acumulando. Um outro mecanismo menos aleatório elevaria o jogo ainda a outro nível.

"Oh Maria anda cá!" Porquê? É um jogo de estratégia militar bastante robusto e completo sem entrar em exageros de miniaturas e manuais de combate. Um enorme desafio se jogado por jogadores experientes neste género de jogos que certamente criará memórias entre os participantes. Recomendo vivamente a quem gosto de desafios bélico-diplomáticos e tem algumas horas livres!
 
Jogo: Maria
Ano: 2009
Avaliador: Edgar B.
Tipo: Estratégia
Tema: Guerra
Preparação: 20 minutos
Duração: 210 minutos
Nº de Jogadores: 2 - 3
Nº Ideal de jogadores: 3
Dimensão: Grande
Preço médio: 30€
Idade: 12+

Qualidade dos Componentes: 8
Dimensão dos Componentes: 7
Instruções/Regras: 6
Aleatoriedade: 7
Replicabilidade: 9
Pertinência do Tema: 9
Coerência do Tema: 9
Ordem: 10
Mecânicas: 8
Grafismo/Iconografia: 9
Interesse/Diversão: 9
Interação: 9
Tempo de Espera: 5
Opções/turno: 6
Área de jogo: 6
Dependência de Texto: 8
Curva de Aprendizagem: 6

Pontuação: 7,71

Para jogadores avançados e wargamers
 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Twilight Struggle - Análise por Micael Sousa

 
Este é o jogo que sempre vi no nº1 do Board Game Geek (BGG), desde que comecei a dedicar mais tempo a isto dos jogos de tabuleiro. Há que relembrar que o BGG é o grande site de referência para o assunto, apesar de estar algo desatualizado nas funcionalidades, organização e grafismo.

Então o Twilight Struggle terá de ter qualidade. Tem de facto, embora tenha algumas limitações e características que nos podem fazer questionar as avaliações que o jogo tem. O jogo pretende replicar a Guerra Fria, através de um duelo entre dois jogadores, E.U.A. vs. U.R.S.S.. O jogo desenrola-se num tabuleiro que representa o mundo entre 1945 e 1989.

Jogam-se cartas que representam eventos históricos que permitem, através de várias opções, fazer várias ações para além do próprio evento que aludem. Por exemplo: é possível desencadear apenas a ação histórica de uma determinada carta, tal como a crise dos mísseis em Cuba, a Guerra do Vietnam, a descolonização, NATO e etc.; podem ensaiar-se golpes de estado ou reforçar influência nos vários países; é possível competir pela corrida ao espaço, e etc.

Ganha quem conseguir o domínio mundial, que se obtém através dum sistema de pontuação que contabiliza o controlo de determinadas zonas do mundo, sem despoletar uma guerra nuclear. Quem levar o mundo à guerra nuclear simplesmente perde. De notar que a contabilização dessa pontuação tem duplo efeito, quem sobe na pontuação faz descer o adversário. A tensão é constante e real.

O jogo é complexo, sem ser muito complicado, e o tema está muito bem explorado e materializado. A tensão sente-se! No entanto tem alguma aleatoriedade na distribuição das cartas, embora isso não seja esmagador. Como se trata de um jogo de guerra para dois jogadores, que demora ainda algum tempo, isso, entre outras coisas, pode afastar alguns jogadores e aproximar outros.
 
Jogo: Twilight Struggle
Ano: 2005
Avaliador: Micael Sousa
Tipo: Estratégia
Tema: Guerra
Preparação: 15 minutos
Duração: 120 - 180 minutos
Nº de Jogadores: 2
Nº Ideal de jogadores: 2
Dimensão: Média
Preço médio: 40€
Idade: 14+

Qualidade dos Componentes: 7
Dimensão dos Componentes: 7
Instruções/Regras: 8
Aleatoriedade: 7
Replicabilidade: 9
Pertinência do Tema: 10
Coerência do Tema: 10
Ordem: 9
Mecânicas: 9
Grafismo/Iconografia: 10
Interesse/Diversão: 10
Interação: 10
Tempo de Espera: 9
Opções/turno: 7
Área de jogo: 8
Dependência de Texto: 3
Curva de Aprendizagem: 7

Pontuação: 8,29

Para jogadores avançados e wargamers
 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Game of Thones - The Board Game - Análise por Edgar Bernardo

 
Não fará muito sentido contextualizar este jogo. Quem não tem acompanhado os livros, ou mais recentemente, a série de televisão, está a perder uma das melhores obras destes géneros artísticos. Mas evidências à parte vamos falar do jogo de tabuleiro.

Este jogo foi dos primeiros que adquiri pós a fase do Magic. Já lá vão uns valentes anos desde que pela primeira vez joguei e disputei Westeros. Na altura nem conhecia a sua história e os vários personagens, mas a ideia de um jogo bélico com forte vertente diplomática cativou-me.

Recentemente com a segunda edição deste jogo, em virtude do sucesso da série televisiva, algumas mecânicas foram acrescentadas, uma nova fação foi adicionada, entre outras novidades. O jogo está ainda melhor e convida a várias horas de tensão diplomática e a inevitáveis traições… algumas mais evidentes que outras!

A vitória é conseguida pelo domínio de sete castelos no continente, e para o conseguir necessitamos de acumular poder, tropas, mantimentos e travar as invasões dos povos selvagens do outro lado da muralha.

Sem dúvida um bom jogo que se torna épico para fãs e curiosos deste universo. Recomendo vivamente! Quem se sentará no trono? Que a luta Westeros comece: “Winter is coming… eventually!
 
Jogo: Game of Thrones - The Board Game (first & second edition)
Ano: 2011
Avaliador: Micael B.
Tipo: Estratégia
Tema: Fantasia
Preparação: 15 minutos
Duração: 240 minutos
Nº de Jogadores: 3 - 6
Nº Ideal de jogadores: 3
Dimensão: pequena
Preço médio: 60€
Idade: 14+

Qualidade dos Componentes: 9
Dimensão dos Componentes: 9
Instruções/Regras: 4
Aleatoriedade: 8
Replicabilidade: 10
Pertinência do Tema: 10
Coerência do Tema: 10
Ordem: 10
Mecânicas: 8
Grafismo/Iconografia: 10
Interesse/Diversão: 10
Interação: 9
Tempo de Espera: 8
Opções/turno: 8
Área de jogo: 7
Dependência de Texto: 6
Curva de Aprendizagem: 8

Pontuação: 8,53

 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Troyes - Análise por Micael Sousa

Começo por admitir que este é um dos meus jogos preferidos, um dos poucos com dados que me agrada.

Em Troyes representamos um determinado bairro da cidade medieval de Troyes, em França, durante a Idade Média. Ganha quem tiver mais pontos, como seria de esperar num eurogame. Os pontos de vitória obtêm-se de variadíssimas formas, usado dados que representam as forças vivas da cidade, ou seja: o clero, o povo e a nobreza. Temos de competir para desenvolver a cidade, construindo a catedral, acumulando riqueza e prestígio, enquanto somos forçados a colaborar nos ataques esternos de invasores e outras calamidades que nos atingem a todos na cidade Troyes.


A iconografia e grafismos são únicos e muito originais, podendo amar-se ou odiar-se, tal como o modo como usa símbolos próprios para dispensar texto. Eu pessoalmente adoro.

O jogo tem uma imensa replicabilidade, imensas opções de jogo e caminhos para a vitória. Nunca há um jogo igual, pois da panóplia de cartas que definem as opções para cada jogo é muito considerável, especialmente se tivermos a expansão “Ladies of Troyes”. Há imensos dados para gerirmos. É nessa gestão que surge a força dos dados, pois podemos manipula-los, adapta-los e comprar dados alheios. Isto dá um toque de impressibilidade que contribui para o interesse do jogo, sem nos sentirmos demasiado condicionados. Há muita interactividade, a roçar a agressividade, pois os dados alheios estão sempre à nossa disposição e é possível expulsar os representantes do bairro concorrente nos vários postos e cargos na cidade, pois são esses “meeples” que produzem dados para os jogadores, sendo os dados o verdadeiro combustível deste excelente jogo.

Só depois de 2 ou 3 jogos se percebe tudo o que implica o jogo, mas é normal, ou não fosse já um jogo de complexidade considerável. Depois de lhe apanhar o jeito o jogo pode ser bastante gratificante, pois é possível construir motores de produção, optimização e domínio capazes de orgulhar quem aprecie a concretização de uma boa estratégia de vitória.

Jogo: Troyes
Ano: 2010
Avaliador: Micael Sousa.
Tipo: Economia / Gestão / Dados
Tema: Medieval
Preparação: 5 minutos
Duração: 80 - 100 minutos
Nº de Jogadores: 2 - 4
Nº Ideal de jogadores: 3
Dimensão: pequena
Preço médio: 40 €
Idade: 12+

Qualidade dos Componentes: 9
Dimensão dos Componentes: 9
Instruções/Regras: 10
Aleatoriedade: 8
Replicabilidade: 10
Pertinência do Tema: 9
Coerência do Tema: 9
Ordem: 7
Mecânicas: 10
Grafismo/Iconografia: 10
Interesse/Diversão: 9
Interação: 9
Tempo de Espera: 8
Opções/turno: 10
Área de jogo: 8
Dependência de Texto: 10
Curva de Aprendizagem: 6

Pontuação: 9,00
Para jogadores com experiência

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ilha Proibida - Análise por Edgar Bernardo

 
Uma tal de ilha proibida está à beira de sofrer um dilúvio e com ele 4 tesouros únicos podem vir a perder-se para sempre, e só a bravura (ou ganância) de arqueólogos os poderá reaver!
Este conjunto de aventureiros tem de saltar de quadrado em quadrado drenando partes da ilha enquanto procura as 4 pistas para recolher cada um dos tesouros escondidos, mas, como é apanágio de um bom filme de ação, o perigo espreita a cada jogada e uma enchente pode por em causa todo o esfoço de equipa deste jogo cooperativo.
Aprecio jogos cooperativo na mesma medida que quaisquer outros, mas é certo que este despertou em mim maior interesse por este género. Naturalmente que o "jogador alpha" pode acabar por dominar a partida, por isso, a diversão e o cooperativismo depende do grupo tanto quanto o jogo!
Apesar da dificuldade do jogo, sobretudo nos dois níveis mais difíceis que faz disparar a aleatoriedade do jogo, recomendo vivamente este jogo para famílias e novos entusiastas deste "hobbie"!

Jogo: Ilha Proibida
Ano: 2010
Avaliador: Edgar B.
Tipo: Cooperativo
Tema: Arqueologia
Preparação: 10 minutos
Duração: 30 minutos
Nº de Jogadores: 2 - 4
Nº Ideal de jogadores: 4
Dimensão: pequena
Preço médio: 23 €
Idade: 8+

Qualidade dos Componentes: 9
Dimensão dos Componentes: 5
Instruções/Regras: 7
Aleatoriedade: 6
Replicabilidade: 9
Pertinência do Tema: 4
Coerência do Tema: 4
Ordem: 9
Mecânicas: 9
Grafismo/Iconografia: 9
Interesse/Diversão: 7
Interação: 7
Tempo de Espera: 6
Opções/turno: 8
Área de jogo: 8
Dependência de Texto: 10
Curva de Aprendizagem: 9

Pontuação: 7,41


Para iniciados e famílias
 
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