sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Majesty: For the Realm - Análise por Micael Sousa

Majesty: For the Realm é o mais recente jogo de Marc André, designer que ficou conhecido por Splendor. Esta nova criação assemelha-se em alguns aspetos a Splendor. Trata-se de um jogo mais rápido mas há ali qualquer coisa de semelhante, sem que seja o formato das fichas de pontos, muito parecidas com as pedras preciosas.

Fonte da imagem: https://www.zmangames.com/en/products/majesty-for-the-realm/

Em Majesty devemos construir um conjunto de 12 cartas que fazem que, quando colocadas na nossa área de jogo ativam efeitos, individuais e cumulativos, da carta em causa mas também de combinação com outras cartas. O jogo é bastante rápido porque, no fundo, consiste em realizar 12 escolhas e tentar pontuar o máximo com isso, competindo com os outros jogadores. As combinações são múltiplas. Para além do efeito gestão de conjuntos pode gerar-se um mini motor de produção de pontos, embora muito simples, tendendo mais para o típico "set collection" que "engine builder".

Neste jogo existe uma boa dose de interação, quer seja aproveitando bónus por os adversários jogarem determinadas cartas que também pontuam para nós, mas principalmente pelo efeito de ataque às cartas adversárias. As cartas simbolizam pessoas que vivem no reino de cada jogador. Cada personagem tem o seu efeito, pelo que podem ser atacadas, não sem podermos também usar de alguma precaução e, previamente, garantir cartas que também defendem dessas agressões. No entanto nada é definitivo, há sempre possibilidade de recuperar as cartas atacadas. 

Majesty é um pequeno jogo, um filler - "um tapa buracos" - com substância. Jogando uma vez é muito provável que se joguem de seguida meia-dúzia mais de vezes. Um jogo a dois jogadores pode durar apenas 10 minutos. Se os jogadores forem rápidos em 20 minutos joga-se a 4 pessoas. O jogo escala bem, sendo interessante em qualquer número de jogadores, ficando mais dinâmico e imprevisível quantos mais adversários estiverem a competir. A 2 jogadores fica mais calculista e previsível, mais igualmente interessante por podermos mais facilmente seguir com um plano inicialmente traçado. 

O jogo tem dois modos, um mais básico e outro, supostamente mais complexo. Seria interessante existirem mais cartas para que se pudessem criar mais cenários que definem o sistema de pontuação das cartas de personagem, porque na prática, apesar de cada edifício, dos 7 disponíveis para os 7 tipos de personagens, terem dois lados e serem constituídos por cartas individuais, parece que falta aqui qualquer coisa. Provavelmente será já uma pré-adaptação para futuras expansões, coisa que parece mais que natural vir a existir no futuro.

O grafismo e componentes boa qualidade. As peças de pontos de vitória são interessantes, podem fazer parecer a alguns jogadores que se tratam de peças de poker. O sistema de compra de cartas, muito parecido com Century: The Spice Road também está interessante, sendo mais um componente para manusear.

Jogo: Majesty: For The Realm
Ano: 2017
Avaliador: Micael Sousa
Tipo: Gerir Conjuntos
Tema: Medieval
Preparação: 5 minuto
Duração: 20-30 minutos
Nº de Jogadores: 2 - 4
Nº Ideal de jogadores: 2 - 4
Dimensão: Pequeno
Preço médio: 30€
Idade: 7+

Qualidade dos Componentes: 9
Dimensão dos Componentes: 9
Instruções/Regras: 9
Aleatoriedade: 7
Replicabilidade: 7
Pertinência do Tema: 5
Coerência do Tema: 5
Ordem: 6
Mecânicas: 6
Grafismo/Iconografia: 8
Interesse/Diversão: 8
Interação: 8
Tempo de Espera: 8
Opções/turno: 8
Área de jogo: 9
Dependência de Texto: 9
Curva de Aprendizagem: 9

Pontuação: 7,60


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