sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Eclipse - Análise por Micael Sousa

O espaço está ali tão perto à espera de ser explorado. Sabemos que há mais vida e civilização para além da nossa e que no centro da nossa galáxia há um grande poder. Quem dominará a galáxia e com isso todas as civilizações espaciais?
 
Fonte da imagem: The Most Victory Points

Tal como referi na introdução, em Eclipse cada jogador gere um a civilização e a sua demanda é dominar a galáxia. Existe a possibilidade de todos os jogadores controlarem humanos, com as mesmas características, ou seres alienígenas com apetências que os tornam únicos.

O domínio pela supremacia pode ser obtido de várias maneiras, através da evolução tecnológica, da construção de estruturas artificiais, conquistas e vitórias militares, exploração e colonização de planetas. É um jogo épico que pode ser jogado, na versão base, até 6 jogadores. No entanto, mesmo tendo uma forte vertente militar, em que podemos costumizar e personalizar as frotas de combate, pode-se dizer que é um jogo económico e de gestão. É um “Eurogame” com um tema pouco habitual, com interacção e combates igualmente pouco comuns nesse género de jogo de tabuleiro, e com uma mecânica de ações ligada à sustentabilidade e gestão de recursos. Um jogador poder fazer tantas ações quanto a sua economia lhe permitir.

Existe imensa liberdade de jogo ainda que, invariavelmente, o jogo acabe numa guerra massiva para definir os pontos que podem decidir a vitória. Durante o jogo nem sempre há muita ação militar, ficando quase sempre reservada para os turnos finais, mas isso depende muito da atitude dos jogadores. Os caminhos para a vitória são mais que muitos e é muito refrescante, especialmente para quem gosta de jogos de estratégia e gestão, poder ter esta sensação espacial e de confronto.

 Existe algum fator de aleatoriedade, especialmente quando opta por explorar, podendo sair um mau “tile”, mas também nos combates militares, uma vez que os pontos de vitória são algo aleatórios. Mas, mesmo assim, há alguns mecanismos para reduzir essa imprevisibilidade, o que joga a favor do jogo. Já os combates, sujeitos a dados, podem ser relativamente previsíveis por dependerem do modo como armamos e desenvolvemos as naves que enviamos para participar nos combates.

Ainda que alguém dispense os combates, pois é possível ganhar sem combater ativamente, diverte-se somente ao assistir os combates alheios. Outro prazer resulta do modo como o jogo se vai desenrolando, com a expansão do universo conhecido, das naves e colónias que o dominam. 
 
Eclipse pode ser um excelente jogo, havendo tempo, espaço de mesa adequados e capacidade para encaixar alguma pequena aleatoriedade (que às vezes nem se nota).
 
Jogo: Eclipse
Ano: 2011
Avaliador: Micael Sousa
Tipo: Gestão / Militar / Estratégia
Tema: Espaço
Preparação: 15 minutos
Duração: 90 a 180 minutos
Nº de Jogadores: 2 - 6
Nº Ideal de jogadores: 4 - 6
Dimensão: Grande
Preço médio: 60€
Idade: 14+

Qualidade dos Componentes: 9
Dimensão dos Componentes: 9
Instruções/Regras: 7
Aleatoriedade: 7
Replicabilidade: 9
Pertinência do Tema: 9
Coerência do Tema: 9
Ordem: 9
Mecânicas: 9
Grafismo/Iconografia: 8
Interesse/Diversão: 9
Interação: 8
Tempo de Espera: 7
Opções/turno: 10
Área de jogo: 4
Dependência de Texto: 10
Curva de Aprendizagem: 7

Pontuação: 8,24

 
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